Compartilhando pesquisas e experiências sobre Fotografia

E por todo caminho que passo procuro um mestre para me direcionar para o caminho certo, nessa minha atual jornada de fotojornalista tive a sorte de encontrar dois grandes mestres, cada um com seu jeito bem definido. Um deles, enquanto contava uma de suas longas histórias cheias de ensinamentos, alertou a quem estivesse por perto que o que faz uma fotografia ser diferente uma da outra é o olhar. Eu sei que você já sabia disso, assim como eu, mas se você não estiver praticando o seu olhar, estiver apenas reproduzindo o que todos fazem, de nada adianta o saber.

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Não é simplesmente o saber que está em jogo, mas a percepção da grandeza que isso representa. Quando falamos de olhar, não falamos apenas de um olho em direção a um objeto/coisa/pessoa/situação, estamos falando de toda uma história cheia de pequenas histórias que todas juntas carregam características ao perceber situações diferentes. É tão subjetivo que pode até ser considerada, muitas vezes, uma atividade inconsciente.

A luz que você prefere, as aberturas que escolhe, os ângulos, os cortes, os enquadramentos, as cores, ou a ausência de cor, não são escolhidas por acaso, são técnicas que cada fotógrafo vai desenvolvendo ao longo de suas experiências fotográficas com a interferência direta da sua subjetividade, nascendo um estilo. Imagens que comunicam não só um fato acontecido, mas sim que mostram um olhar sobre algo que aconteceu. Isso é tão grandioso e tão banal.  A prática desse olhar sem preparo algum todos os dias com milhares de câmeras de todos os portes parecem diminuir o valor que tem de um olhar profissional, um olhar aprimorado, uma subjetividade treinada.

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É sempre uma luta ao quantificar um trabalho que você mesmo procura adicionar diferenciais a todo o instante, quando na verdade a sua subjetividade que deveria pesar ao diferir de todo o resto do mercado de trabalho. São dois pesos e duas medidas, duas questões que andam em lados opostos, mas que precisam uma da outra. Precisamos de dinheiro para sustentar nos sustentar e sustentar nosso trabalho, equipamentos, etc, da mesma forma que precisamos da valorização do nosso olhar que dinheiro nenhum paga.

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É aí que entra a problemática que os fotógrafos mais éticos se preocupam:  Não posso cobrar tão caro, mas também não posso cobrar barato – Esse trabalho merece uma valorização melhor –  Aquele freelar não valeu a pena para meu portfolio, mas pagou minhas contas do mês – Como posso fazer para me promover sem virar escravo da massa mercadológica? Questões que muitos se perguntam, e procuram superar todos os dias. Quando tudo gira em torno de uma única questão – O Olhar.

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Quando conseguirmos superar a crise do Olhar, encontrando a devida valorização, seremos vencedores, e o troféu chama-se subjetividade.

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