Compartilhando pesquisas e experiências sobre Fotografia

Sempre contamos a história de como nasceu a Fotografia mecânica, ou a primeira câmera fotográfica. O Daguerreotipo, nasce em 1837 (oficialmente em 1839) como primeiro processo fotográfico, mas esse processo que estamos falando é o processo físico e químico, ou seja, a primeira possibilidade de capturas de imagens sem necessitar de pincéis, tintas e telas. É quando nasce uma nova técnica, técnica essa que por si só ainda não tinham suas reflexões a cerca da arte. Ao que parece, muitos artistas já da época meio que recusaram a prática por muito apego a pintura, receio de invadir o espaço da ‘arte’ deles. Um pequeno preconceito, talvez, mas que todos sabiam que uma técnica não podia interferir em outra (apesar de influenciar).

daguerreotipo-no-temnafotografia

 

Depois de muitos praticarem e usarem vários tipos de mecanismos para capturar imagem negativa, surgem os teóricos pensantes para dar zilões de conceitos e valores àquele novo fenômeno. Você conseguir reproduzir uma imagem tão qual o que você está vendo, com apenas um clic, era algo realmente mágico pra aquela época. Um desses conceitos foi o de “Vista” (parecido com o conceito de “Paisagem”, que substitui tempos depois) que se refere ao olhar focado do espectador a uma imagem, ou a um conjunto de imagens, sem sofrer interferências externas. Conceitos que levam para a natureza do singular. Barbar Stafford foi uma interessada no assunto e em estudo que fez teoriza dizendo que essa singularidade não só tem a ver com as reações imagéticas do observador de frente a uma imagem, mas também ao famoso copyright e a reprodução.

A parte interessante dessa história é que essas “vistas” eram guardadas em gavetas, como arquivos. O google de antigamente, quando precisava pesquisar sobre algo, recorria aquelas enormes gavetas do início do século XIX que faziam parte do estilo das casas burguesas e bibliotecas públicas.

Mas, contudo, essas vistas (individuais) nada tinham haver com estéticas (embora cada vista tivesse a sua própria estética categorizada) nem podiam ser comparadas quando analisadas em coletivo, o que vinha para dar um valor ainda maior a essas vistas foi o conceito de “estilo” que está diretamente ligado com os espaços de exposições. As primeiras fotografias expostas ficavam em um Salão Fotográfico.

A história da arte moderna em si é produto do espaço de exposição, os museus. A forma como os museus passaram a expor qualquer imagem (fotografada, pintada ou esculturada) era ligado ao conceito de vista. Paredes muito limpas, brancas, iluminação clara com pontos de luz que direcionavam  a atenção do espectador diretamente para a imagem, sem interferências e seguindo sempre uma determinada ordem (seja ela qual for).

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Chegando até aí, perceberam que a primeira ligação da fotografia com a arte (além de sua própria técnica) é ela ter nascido dentro da própria arte. A fotografia para muitos é uma filha rica, cheia de formas de interpretação e conceituação, da própria arte.

Agora você já pode defender um pouquinho a fotografia quando nesse aspecto, quando estiver em uma roda de amigos.

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Comentários a: "A Fotografia e a Arte – Capítulo 1 – O Nascimento" (1)

  1. […] ultima vez que falei aqui no TNF sobre fotografia e arte comentei sobre o surgimento do termo vista no vocabulário dos fotógrafos (relembre o assunto), a […]

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