Compartilhando pesquisas e experiências sobre Fotografia

Não tem como contar a história da marca Holga sem lembrar da história da marca Diana, assim como não tem como mencionar uma dessas duas marcas sem lembrar da história da lomografia. A verdade é que a história de uma está diretamente relacionada com a história da outra, e tudo dentro da mesma história da lomografia, em uma determinada época que juntos estavam envolvidos com um determinado acontecimento histórico. O que ninguém sabia era que esse acontecimento histórico estava contribuindo fortemente para a história da fotografia.

Então, antes de conhecermos a história das marcas Holga e Diana, vamos entender como aconteceu o fenômeno lomografia:

Lomografia é um fenômeno que nasce (em 1980) junto com a necessidade de documentar a vida de uma forma prática e barata. Quando o mundo ainda estava em Guerra Fria, na União Soviética, o general Igor Petrowisch Kornitzky (Ministério da Indústria e da Defesa Soviética), amante da fotografia, pensou que se todos tivessem em mãos câmeras pequenas, fáceis de manusear e baratas, o mundo receberia uma grande e forte mensagem a partir dessas imagens feitas pelo povo, o que geraria uma grande propaganda. Pensando nisso, o general ordenou ao diretor da empresa LOMO (Michael Pantiloff) que produzisse de forma maciça máquinas do jeitinho que ele pensou. E assim foi feito. As câmeras fizeram sucesso não só na União Soviética mas também na Alemanha, Cuba, Vietnã. Lomografia, além de fenômeno fotográfico como um todo, é também um fenômeno artístico.

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A história da câmera Diana, começou ainda antes do fenômeno lomográfico. Ainda nos anos 60, em Hong Kong, essas lindas maravilhas foram produzidas pela empresa “Great Wall Plastic” com a mesma filosofia da história da lomografia: “Câmera baratas e fáceis de usar”, mas não era apenas isso. As câmera eram produzidas de uma forma estratégica, pensando na sensibilidade da luz. Como eram câmeras feitas de plástico, eram suscetíveis a entrada da luz, como uma pinhole. Diana então, foi a primeira marca a ser reconhecida pela comunidade lomográfica.

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Holga foi a sucessora da Diana. Nasceu um pouco mais tarde em 1982, na China, quando a história da lomografia já havia se iniciado, e assim como a palavra lomografia havia sido lançada, outras também ganharam seu espaço naquela época, como toy-cameras e lo-fi. Tudo tinha a ver com o processo analógico e semi artesanal  de fotografar e a forma como essas imagens eram reveladas. O preocesso de revelação era ainda mais marcante  do que a própria forma de captura. A revelação dos negativos de um filme lomográfico é feito de uma forma diferente (por conta da sensibilidade) que dá um resultado contrastado e com cores bem definidas.

holga-notemnafotografia

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Outra característica da Holga (que é também da Diana) é a estética lo-fi, com lentes também de plástico, intercambiáveis que causam distorções das fotos. Eles chamam de “efeito de sonho”, e foi o que mais conquistou os amantes das artes, da lomografia e dos entusiastas.

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